
O DPS, Dispositivo de Proteção contra Surtos, desvia para a terra a sobretensão causada por raios e manobras na rede. Sem ele, o surto passa pela instalação e queima equipamentos.
Classes de DPS
- Classe I: instalada na entrada, onde há risco de corrente de descarga direta, em estruturas com SPDA.
- Classe II: usada nos quadros de distribuição, protege contra surtos induzidos e de manobra.
- Classe III: protege equipamentos finais, instalada perto da carga.
O que verificar na escolha
- Tensão nominal e máxima de operação compatíveis com o sistema.
- Corrente nominal de descarga e capacidade de suportar impulsos.
- Nível de proteção que o dispositivo garante.
- Coordenação entre as classes, quando há mais de um estágio.
- Condutor de aterramento curto e bem dimensionado.
Erros comuns
- Aterramento ruim: o DPS depende de um bom caminho para a terra.
- Cabos longos até o dispositivo: aumentam a tensão residual.
- Sem proteção associada: o DPS precisa do dispositivo de proteção contra sobrecorrente recomendado pelo fabricante.
- Não conferir o estado: o DPS tem fim de vida e deve ser verificado.
A NBR 5410 prevê o DPS em vários casos, e a NBR 5419-4 trata da proteção das instalações elétricas e eletrônicas. Veja onde instalar para proteger também o carregador de carro elétrico e leia por que Manaus pede proteção especial.
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Onde instalar cada classe
- Quadro geral de entrada: classe I, em estruturas com SPDA ou linhas aéreas expostas, ou classe II em outros casos.
- Quadros de distribuição: classe II, perto das cargas importantes.
- Equipamentos sensíveis: classe III ou filtros, perto da carga.
- Inversores solares e carregadores: DPS no lado de corrente alternada e, quando aplicável, no lado de corrente contínua.
Como saber se o DPS ainda funciona
Muitos DPS têm indicador visual de fim de vida. Após um surto forte, a verificação é indicada. Para instalações críticas, a inspeção periódica inclui os DPS. Um DPS esgotado deixa a instalação sem proteção, sem que ninguém perceba.
Peça sempre o dimensionamento por responsável técnico, e não apenas a compra do dispositivo.
Erros de projeto mais comuns
- Usar DPS de classe errada para o ponto da instalação.
- Instalar DPS sem o dispositivo de proteção recomendado.
- Usar cabos longos e curvas fechadas no ramal do DPS.
- Não coordenar os estágios entre quadro geral e distribuição.
- Esquecer a proteção de linhas de dados e antenas.
Como a Potência Elétrica atua
Levantamos as linhas que entram na instalação, definimos o esquema de proteção em estágios, dimensionamos DPS, proteções e aterramento e deixamos o sistema identificado no quadro. O resultado vai para o laudo, com data e ART.
DPS substitui o para-raios?
Não. São sistemas complementares.
Preciso trocar o DPS?
Sim, quando indicar fim de vida ou depois de um surto forte.